Logomarca: um erro

Julho 3, 2009 by Carine Hattge

Pessoal, achei uma crítica muito boa ao mal uso das palavras que definem Indentidade Visual… Acho que é bacana ler e comentar o assunto.

Quem escreveu o texto abaixo foi o Gilberto Alves Jr, para o site designgrafico.art.br

“O design é uma profissão nova e por isso padrões ainda não existem ou estão sendo produzidos e difundidos. Não temos padrão para quase nada, desde salário até saber o que é e o que deixa de ser a profissão. Entre esses padrões que ainda não existem, está o padrão terminológico. Em profissões antigas os termos estão bem claros e não há dúvidas sobre eles, mas no nosso caso, sempre temos que estudar um termo novo para verificar se a utilização dele é correta ou não.

Justamente por causa dessa falta de paradigmas alguns profissionais e professores utilizam e difundem termos que não são os melhores para determinados objetos. Um deles e talvez o mais polêmico é o logotipo.

Vira e mexe temos a mesma discussão sobre esse termo, não só aqui na [dG] mas também nas agências, com os colegas, com clientes etc. Por isso eu penso que seja muito importante sermos bastante sérios a este respeito, para o bem e o crescimento dessa profissão. Então vamos analisar alguns termos e sua raiz etimológica para ver se estão corretos ou são só vícios de linguagem.

Logomarca, um erro
Muito utilizado principalmente por publicitários e marketeiros, este termo tem se difundido também entre os profissionais do design para se referir ao logotipo. Muita gente diz que está errado, outros dizem que está correto, alguns defendem o neologismo, outros afirmam que é uma aberração, mas só a pesquisa nos trará luz à questão.

Logomarca como neologismo

Neologismo é a criação de um nome novo para alguma coisa, ou um novo significado para um nome velho. Para que a “logomarca” seja um neologismo, temos que admitir que é um termo novo ou que é um termo antigo que está sendo tomado por um novo significado. Sim, admito que “logomarca” é um termo novo, mas isso não significa que seja correto empregá-lo como sinônimo de logotipo. Qualquer palavra pode ser um termo novo para algum objeto, desde que o povo a utilize para este mesmo objeto ou sentido. Mas isso não significa que esteja correto. A menos que seja uma forma conotativa da palavra, o que não é o caso da logomarca, desde que este termo é utilizado para um único tipo de objeto e significado. Então, não podemos aceitar o termo logomarca simplesmente por ser um neologismo.

Sentido etimológico do termo

O termo logomarca é formado pela união de “Logo” e “Marca”.

Logo, vem do grego Lógos. Significa palavra, uma narração ou pronunciamento, verbo, conceito, idéia. Mas não palavra como esta é falada ou escrita, mas o significado dela, ou seja o conceito. Reforço ainda o conceito de Logos dizendo que o termo “palavra” puro e simples no grego é Lexi.

Marca, vem do germânico Marka. Quando traduzimos do germânico, ou mesmo do português ou inglês para o latim temos o termo Signum, que traduz-se claramente para significado. E mesmo no português, e no uso moderno da palavra marca significa tudo aquilo que uma empresa representa. Sendo assim, logomarca é um termo redundante: significado do significado. Assim vemos porque não podemos utilizar este termo para falar sobre um Logotipo.

Logotipo, um possível padrão
Nunca vi absolutamente ninguém dizer que este termo está errado. Mas mesmo assim, vamos analisá-lo para ter certeza disso. Esta palavra é formada pela união dos termos “Logo” e “Tipo”. “Logo”, como já foi explicado, significa o conceito, idéia ou significado de uma palavra.

Tipo, do grego týpos. Em inglês traduzimos para type, que para o português significa tipo, gênero; figura; sinal, símbolo; modelo, amostra, maquete. É aí que mora o perigo: é muito mais difícil estudar qualquer assunto em português do que em inglês porque temos muitos significados para uma mesma palavra. Tipo neste caso significa um sinal ou símbolo, uma figura, um desenho. Exemplo: as vogais como “a”, são tipos (símbolos gráficos) dos sons que emitimos.

Para este mesmo termo, temos ainda dois outros correspondentes em grego. Se você procurar um bom léxico inglês-grego, e procurar o termo logotype (tudo junto, não um depois o outro) você vai ver que symplegma e logotypos têm o mesmo significado já explicado acima. Aliás, poderíamos mesmo adotar como um neologismo o termo “symplegma”. Imagina só o seu diretor de arte dizendo: “hum, esta symplegma não está como o cliente pediu”!

Sendo assim logotipo é: o símbolo visível de um conceito. Este termo é perfeito para o que ele significa pois é justamente o que fazemos. Temos uma empresa cliente que nos dá um conceito (logo) a trabalhar, e nós somos incumbidos a fazer um símbolo gráfico (tipo) para este conceito. Este tipo pode ser somente um desenho, sem nenhuma letra para se ler, ou somente as letras do nome da empresa mas desenhadas de forma que mostrem o conceito. Ou pode ser um desenho e o nome da empresa, juntos, mostrando o símbolo gráfico de um conceito ou logotipo.

Sinal gráfico, uma alternativa coerente
Alguns mestres de programação visual e outros profissionais estão trazendo este novo termo, este sim um bom neologismo, para o meio. Sinal, do latim Signum, significa tudo que faz lembrar ou representar alguma coisa, ou seja um significado ou conceito.

Gráfico, do grego Grafikos, significa alguma coisa colorida, pintada, desenhada, uma representação visual de algo. Seria um sinônimo de typos, porém com uma conotação de cor, colorido e menos de um símbolo gráfico, ainda que tendo sim este significado. Sendo assim, sinal gráfico significa também: o símbolo visível de um conceito.

Identidade visual, muito bom se usado corretamente
Este é outro termo utilizado por alguns designers, tem um significado bem claro e objetivo. Identidade é o conjunto de peculiaridades de uma pessoa, coisa ou empresa. Visual, o que se pode ver. O problema desse termo é que ele não enfoca o conceito, a idéia, a palavra. Mas significa, no ramo do design, as peculiaridades gráficas de uma empresa. Essas individualidades visuais são muito mais abrangentes que somente o logotipo, pois abrangem o site, os cartões de visita, os carros, uniformes, enfim, todo aparato visual de uma empresa.

O termo correto, sempre!
Como já disse, somos já membros de um corpo de profissionais que sofrem bastante com a confusão que a sociedade ainda faz conosco, por ser o design uma profissão nova. O mínimo que podemos fazer é ser coerentes ao falar de um dos mais importantes ramos de atividade do design que é a logotipia.

Abraços,
Gilberto Alves Jr.”

9 regras para criação de logotipos

Julho 3, 2009 by Carine Hattge

O design de logotipos é um dos aspectos mais difíceis do design. É uma daquelas coisas que você acha difícil separar gosto pessoal de uma boa comunicação e criação de marca. Eis algumas regras podem ajudar você na criação de um logotipo novo:

1. Não mostre ao cliente nenhum logo que você não ame
Esta é a regra mais importante. Muitos anos atrás eu tive essa idéia tola que eu mostraria esse “logo animal” junto com “esses dois outros logos toscos para fazer a minha preferida parecer ainda mais animal”. O problema é que o cliente quase sempre escolhe o logo tosco e daí você se ferra ao ter que usar ela. Nunca, nunca, nunca mostre ao cliente um logo que você não ame!

2. Mostre aos logos em preto e branco APENAS
Eu sempre explico ao cliente que trabalhamos nas cores do logo depois da logo final ser aprovada. O motivo é simples: você não quer dar algo a mais para ele se preocupar. O cliente vai passar um tempo ridicularmente longo apenas pensando no esquema de cores em vez de pensar no que realmente importa, nesse caso a imagem do logo. E também, com raras excessões, 70% dos clientes provavelmente irão trabalhar em preto e branco ou apenas uma cor, então o logo precisa ficar boa em preto e branco. E quando digo preto e branco, eu quero dizer preto e branco sem gradientes ou tons de cinza. Não estou dizendo que não se deve usar cores: apenas focar primeiro no logo e depois nas cores.

3. Faça sempre seus logos em formato vetorial
Qualquer logo, até mesmo para um site de internet, precisa ser redimensionado para usos diferentes. Fazendo um logo no Photoshop deixa você sem uma base que pode ser utilizada mais tarde. Fazendo seu logo em um programa de desenho vetorial (Adobe Illustrator, Corel Draw, etc) também vai permitir que você “quebre” o logo e utilize os pedaços em outros aspectos do trabalho do seu cliente. E além do mais, você vai ter mais flexibilidade para utilizar o logo em diferentes mídias (outdoor, multimidia, etc) sem perder a qualidade, além de ser mais fácil de editar depois.

4. Vá direto ao topo
Nunca aceite um trabalho onde um comitê de 10 pessoas devem aprovar seu design. Você vai acabar levando um logo ótimo e tornando-o numa gigante poça de p@#$ em questão de horas ao tentar agradar as 10 pessoas. Descubra quem é o manda-chuva que vai tomar as decisões e trabalhe apenas com ele. Se não há um único manda-chuva, não aceite o trabalho. Você vai se agradecer mais tarde.

5. Tenha certeza que ele vai funcionar com tamanhos ridicularmente pequenos
Isso vai junto com a regra do preto e branco. Clientes vão querer usar aquele logo em diferentes coisas, inclusive imprimindo-os em canetas e afins. Esse logo precisa funcionar em um tamanho minúsculo! Você talvez até queira pensar em como que o logo vai ficar em um banner alto e magro, num banner quadrado e em um largo. Pergunte-se: é fácil de caber ele em qualquer ambiente?

6. Evite usar filtros, efeitos e outras piras
Um logo é um gigante investimento para uma empresa. Criar um logo que segue a tendência ou que é cheio de firulas vai resultar em um logo ultrapassada e tosco no ano que vêm. Não estou dizendo para evitar totalmente, mas lembre-se que o logo não pode perder sua identidade se for impresso em um jornal, por exemplo. Para mídias digitais (TV e web), é normal haver versões com efeitos de luz e sombra. Mas a versão final não pode ter estes efeitos como essenciais.

7. Crie uma arte simples
Não tente fazer um design muito complexo. Não use mais de duas fontes e apenas uma imagem gráfica. Um logo que é complexo demais não serve para nada além de diluir a marca, além de deixar horrível em tamanhos pequenos.

O logo da Unilever é um exemplo disto. É bonito, mas difícil de ver em tamanhos menores

O logo da Unilever é um exemplo disto. É bonito, mas difícil de ver em tamanhos menores

8. Produza filhos
Não nesse sentido! Quando você estiver com um design que você goste, veja se é possível usar apenas uma parte do logo. O logo da Coca-Cola é o exemplo perfeito: você pode usar o tipo como também pode utilizar o lacinho que as pessoas ainda vão saber que é a Coca-Cola, embora não esteja explícito. A Apple Computer é outro grande exemplo. A Apple parou de utilizar a palavra “Apple” junto com a logo anos atrás, mesmo assim você ainda sabe reconhecer qual é a empresa quando vê aquela maçã comida.

9. Conselho final: pense adiante
Não faça um logo que fique bom apenas em um pedaço branco de papel. Seu cliente provavelmente vai querer utilizá-lo em propagandas, comerciais de TV, outdoors e até quem sabe em um caminhão. Faça um logo que “funcione” com diferentes clientes finais. Verifique se o logo é balanceado. Ele fica bom se colocado no final de um propaganda impressa, sem importar se ele vai ficar a esquerda, centro ou a direita? Fica legal quando ele têm um endereço web debaixo dele? Fica visível em um fundo escuro? Fica bom em um caneco?

Claro que regras foram feitas para serem quebradas. Você é o designer, você dita as regras. Mas você precisa supor que o pior pode acontecer, olhar todas as possibilidades e ver o mundo com os olhos do cliente. Mesmo se você não terminar com um logo que mereça ser premiado, você pelo menos vai fazer seu cliente feliz e, com sorte, ter uma bom logo em mãos.

by Design.blog

Muito mais que uma tampinha

Julho 3, 2009 by Carine Hattge

Essa tampa que segura garrafa em bikes é super massa!!! É o Bottleclip, do designer Matthias Ries, da Alemanha.
Mas agora eu fiquei pensando: será que dá pra pedalar e derenrroscar a garrafa ao mesmo tempo? Alguém vai ter que testar!!

Arremesso de ideias

Julho 3, 2009 by Carine Hattge
O estúdio de design holandês Trapped in Suburbia (encurralados no subúrbio, hehehe) desenvolveu esse risque-e-rabisque divertidíssimo! Em um lado do Play More Notebook, tem espaço para escrever, e do outro, diferentes estampas de bolas! Agora os rabiscos que vão pro lixo ficam engraçados!
playmore

Piquenique ecológico

Julho 3, 2009 by Carine Hattge

Já pensou fazer um churrasco ou piquenique sem se preocupar com o destino do lixo descartado? Então veja isso: The Biodegradable Party Kit, da Branch, é super biodegradável: os pratinhos e copinhos são feitos de fibras de cana de açúcar, os talheres de fibra de batata e os guardanapos de papel reciclado!

Custa uns 48 dólares o kit para 50 pessoas. A natureza agradece!

Piadinha…

Julho 2, 2009 by Carine Hattge

Fonte: Desencannes

Sushi no anúncio

Julho 1, 2009 by Carine Hattge

A coleção do estilista japonês Issey Miyake foi representada de forma bem conceitual nessas peças: os tecidos com texturas usados nas peças viraram sushi!

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Taku Satoh Design Office desenvolveu toda a camapanha, que tem ainda sacolas e catálogos.

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Pen drive da Louis Vuitton

Julho 1, 2009 by Carine Hattge

Se você tem estilo e, ainda, um bom dinheiro sobrando, pode guardar seus arquivos de forma super elegante! A grife Louis Vuitton lançou esse pen drive de 4 GB. O produto, que é de platina, está a venda nas lojas da Louis Vuitton pelo mundo. Aqui no Brasil, somente na loja dos Jardins, por “apenas” R$1.350. Luxo total!

penlv

Nova identidade visual: The Hut

Junho 30, 2009 by Carine Hattge

Lembra da Pizza Hut? A rede de restaurantes se chama agora The Hut, e deixa de vender só pizzas, acrescentando em seu cardápio novos pratos.

A nova identidade, com tipografia mais moderna, usa apenas branco e vermelho. O simbolo continua o mesmo, o telhadinho característico da rese, mas com traços mais simples.

Pergunta: a expressão “The Hut” já era bem conhecida nos EUA, mas comos erá que será aqui no Brasil?

hut

Recado no pão

Junho 25, 2009 by Carine Hattge

Bacana esta torradeira feita pela designer Sasha Tseng: Toast Messenger. No topo, uma prancha e caneta para deixar recados. O diferencial é que a torradeira ainda “imprime” o recado no pão! É FANTÁSTICO!

torradeira

Da necessidade surgem as oportunidades

Junho 25, 2009 by Carine Hattge

oportunidade

Ilustração: Fueled by coffee

Matt W. Moore

Junho 23, 2009 by Carine Hattge

Conheça do trabalho de Matt W. Moore, da MWM Graphics. Suas ilustrações, tem uma mistura super colorida de retrô e graffiti, já agradaram clientes como Burton, Nike, Wired, Citroen, Vodafone e muitos outros. Adorei as cores e a geometria!

mark

Bicicleta de bambu?

Junho 23, 2009 by Carine Hattge

Isso mesmo, essa bicicleta aí embaixo tem o quadro feito de fibra de bambu, em vez de fibra de carbono. Segundo o fabricante, a Calfe Design, o bambu é mais leve e flexével, e, ainda, sustentável. Até aí tudo bem, mas o problema dessa bike é o preço. Apesar dos seus 10 anos de garantia, os seus modelos custam entre 2.000 e 3.000 dólares.

Segundo o jornal The Guardian, que publicou essa notícia, em países asiáticos, o bambu é frequentemente utilizado como andaime, e ainda para reforçar estruturas de concreto, por isso é certamente muito forte.

Mas será que o uso dessa fibra de bambu irá pegar? Demorou quase uma década para a fibra de carbono conquistar a confiança da indústria, então eu não duvido nadinha!

Código da internet no mundo

Junho 23, 2009 by Carine Hattge

codigos

Adorei esse poster. Custa 29 dólares neste site.

detalhe da legenda dos códigos

detalhe da legenda dos códigos

Beleza e funcionalidade para beber

Junho 22, 2009 by Carine Hattge

1litre

O escritório de design canadense Perennial Design criou essa linda garrafa aí em cima. A 1Litre Water é a primeira garrafa de água mineral, no mundo, que tem um copo integrado. Esse projeto é super funcional e ainda consegue ser sofisticado. O projeto já ganhou até prêmio, foi considerada a mais atraente garrafa do mercado pelo “Berkeley Spring Water Tasting Competition”, uma competição só de águas (nem sabia que existia isso…).